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Tiago 1:1 Tiago, servo de Deus e do Senhor
Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações.
A
carta de Tiago serve para nós como um manual para a maturidade cristã.
Interessantemente, já na saudação o escritor nos traz uma lição importantíssima
para sermos cristãos maduros: O cristão
maduro compreende sua posição de servo.
Tiago, o
escritor desta carta, tinha tudo para se exaltar. Ele era irmão do Senhor Jesus
(Mt. 4:21), por isso possuía um conhecimento pessoal do Salvador. Além disso,
era um líder de extrema autoridade na igreja de Jerusalém (At 15:13-29). Por
estes fatores apenas, o irmão do Senhor poderia manifestar uma visão elevada de
si mesmo. Mas note como ele se considera: um servo. Literalmente, Tiago entendia
ser um escravo de Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Você
já notou como crianças têm dificuldade em compreender sua própria posição? Elas
possuem uma forte tendência a enxergarem a si mesmas como senhores de seus pais
(e muitos pais alimentam isto, infelizmente). Isto ocorre porque a criança não
possui a maturidade suficiente para saber que o mundo não gira ao seu redor, e
que seus pais são (ou deveriam ser, pelo menos) seus senhores. Se não aprender
estas lições, ela poderá crescer com esta forma imatura de enxergar a si mesma, o que lhe trará enormes problemas.
Da
mesma maneira, o cristão imaturo pode ter uma visão distorcida de si mesmo. Ele, por fatores que vão desde uma criação não bíblica de seus pais, ou uma posição social e financeira abastada, até crenças teológicas equivocadas, pode pensar de si mesmo como alguém a ser servido e os outros como seus servos.
Ele
pode achar, por exemplo, que Deus é seu servo e, por isso, se decepciona com Ele quando algo
deixa de correr bem. Ou então, pensar que a Igreja, corpo de Cristo, existe para
servi-lo e satisfazer suas vontades. Desta maneira, comporta-se na igreja como
um senhor a ser servido, jamais como um servo de boa vontade. Cristãos que agem
assim estão dando sinais claros de que ainda não saíram das fraldas neste
quesito espiritual.
Tiago
nos ensina, em contrapartida, que nossa real posição é a de servos. Somos
escravos de Deus e do Senhor Jesus. Isto significa que ser cristão implica em
abrir mão do senhorio de nossas vidas e assumirmos a posição de servos.
Por isso, o cristão
maduro não diz para Deus o que Ele tem que fazer, mas submete-se à Sua vontade,
que é boa, agradável e perfeita (Rm 12:2). Também, não vive exigindo que as
circunstâncias e as pessoas sejam sempre do jeito que ele quer, se enfurecendo
quando não são, mas entende, em oração, o controle de Deus sobre todas as coisas. E ainda,
o cristão maduro não pensa que a igreja é um ambiente para satisfazer suas
vontades, mas, sendo um corpo pertencente a Cristo, ela é um espaço para o
serviço ao Senhor Jesus e aos irmãos.
A percepção de
si mesmo como um servo é um elemento essencial da maturidade. Se entendemos que
Deus é Senhor e nós os seus servos, teremos uma perspectiva adequada das
provações, das tentações, da religião, das boas obras, do uso da língua, temas
que serão discutidos por Tiago no restante de sua carta. Portanto, não é demais
dizer que a maturidade cristã depende inteiramente de uma visão correta de si mesmo como um servo de Deus e do Senhor Jesus.
O Cristão Maduro - Meditações na carta de Tiago para a maturidade cristã. Tiago 1:1
Postado por Antônio Neto até o momento Nenhum comentário
Tiago 1:1 Tiago, servo de Deus e do Senhor
Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações.
A
carta de Tiago serve para nós como um manual para a maturidade cristã.
Interessantemente, já na saudação o escritor nos traz uma lição importantíssima
para sermos cristãos maduros: O cristão
maduro compreende sua posição de servo.
Tiago, o
escritor desta carta, tinha tudo para se exaltar. Ele era irmão do Senhor Jesus
(Mt. 4:21), por isso possuía um conhecimento pessoal do Salvador. Além disso,
era um líder de extrema autoridade na igreja de Jerusalém (At 15:13-29). Por
estes fatores apenas, o irmão do Senhor poderia manifestar uma visão elevada de
si mesmo. Mas note como ele se considera: um servo. Literalmente, Tiago entendia
ser um escravo de Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Você
já notou como crianças têm dificuldade em compreender sua própria posição? Elas
possuem uma forte tendência a enxergarem a si mesmas como senhores de seus pais
(e muitos pais alimentam isto, infelizmente). Isto ocorre porque a criança não
possui a maturidade suficiente para saber que o mundo não gira ao seu redor, e
que seus pais são (ou deveriam ser, pelo menos) seus senhores. Se não aprender
estas lições, ela poderá crescer com esta forma imatura de enxergar a si mesma, o que lhe trará enormes problemas.
Da
mesma maneira, o cristão imaturo pode ter uma visão distorcida de si mesmo. Ele, por fatores que vão desde uma criação não bíblica de seus pais, ou uma posição social e financeira abastada, até crenças teológicas equivocadas, pode pensar de si mesmo como alguém a ser servido e os outros como seus servos.
Ele
pode achar, por exemplo, que Deus é seu servo e, por isso, se decepciona com Ele quando algo
deixa de correr bem. Ou então, pensar que a Igreja, corpo de Cristo, existe para
servi-lo e satisfazer suas vontades. Desta maneira, comporta-se na igreja como
um senhor a ser servido, jamais como um servo de boa vontade. Cristãos que agem
assim estão dando sinais claros de que ainda não saíram das fraldas neste
quesito espiritual.
Tiago
nos ensina, em contrapartida, que nossa real posição é a de servos. Somos
escravos de Deus e do Senhor Jesus. Isto significa que ser cristão implica em
abrir mão do senhorio de nossas vidas e assumirmos a posição de servos.
Por isso, o cristão
maduro não diz para Deus o que Ele tem que fazer, mas submete-se à Sua vontade,
que é boa, agradável e perfeita (Rm 12:2). Também, não vive exigindo que as
circunstâncias e as pessoas sejam sempre do jeito que ele quer, se enfurecendo
quando não são, mas entende, em oração, o controle de Deus sobre todas as coisas. E ainda,
o cristão maduro não pensa que a igreja é um ambiente para satisfazer suas
vontades, mas, sendo um corpo pertencente a Cristo, ela é um espaço para o
serviço ao Senhor Jesus e aos irmãos.
A percepção de
si mesmo como um servo é um elemento essencial da maturidade. Se entendemos que
Deus é Senhor e nós os seus servos, teremos uma perspectiva adequada das
provações, das tentações, da religião, das boas obras, do uso da língua, temas
que serão discutidos por Tiago no restante de sua carta. Portanto, não é demais
dizer que a maturidade cristã depende inteiramente de uma visão correta de si mesmo como um servo de Deus e do Senhor Jesus.
Quando pensei em
escrever a série “O que a Bíblia diz sobre...”, minha intensão inicial era
lidar com aqueles assuntos que não são tratados diretamente na Bíblia, mas que
podemos encontrar nela princípios norteadores. Por exemplo, o que a Bíblia diz
sobre carnaval, tomar cerveja, assistir MMA, votar em um político, e etc.
Todavia, foi-me
sugerido falar sobre casamento e, interessantemente, eu topei na hora, muito
embora a Bíblia fale diretamente sobre este assunto. O motivo da minha
aceitação a esse assunto é que, infelizmente, o conceito bíblico de casamento
tem sido amplamente esquecido, inclusive no meio do povo de Deus. Não é mais a
Bíblia quem tem tido a autoridade de dizer o que é casamento, mas o Estado, ou
pior ainda, a TV.
Por isso, nos dias
atuais, a pergunta “O que a Bíblia diz sobre o casamento” é praticamente
antiquada, cafona. Assim, para algum possível leitor deste texto que não seja
um seguidor de Cristo e possa pensar desta maneira, quero dizer que não abro
mão de seguir a Bíblia neste assunto e, portanto, peço seu respeito e ponderação
sobre o ensino bíblico. Não obstante, para você outro que segue a Cristo, peço
sua atenção para que avalie de onde tem vindo a sua compreensão acerca do
casamento.
A Bíblia fala muito
sobre o casamento. Livros e mais livros têm sido escritos analisando todo tipo
de texto relacionado a este assunto, e todas as formas de aplicações práticas
de tais passagens bíblicas. Aqui, quero me deter no coração da questão, que é o
conceito bíblico do matrimônio. Assim, a pergunta mais precisa seria “O que a
Bíblia diz sobre O QUE É casamento”. Para isso, não há melhor texto do que
Gênesis 2:24, que diz:
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à
sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”
Este texto faz parte
do contexto maior da narrativa da criação de Deus. Os capítulos 1 e 2 descrevem
todo o processo da obra da criação. À partir do capítulo 3, o assunto muda. E
aqui está o primeiro e mais importante ensino bíblico sobre o casamento: ele é uma invenção de Deus. Não foi o
homem quem inventou o casamento, foi Deus. Deus quem idealizou e concedeu aos
homens e mulheres o privilégio desta instituição. Por isso, quem melhor poderia
nos dizer o que é o casamento, senão o seu inventor?
Este pequeno trecho
bíblico é exatamente isto, Deus nos dizendo o seu conceito de casamento. Note
que o escritor de Gênesis para de contar uma história usando verbos no passado,
e profere um ensino no tempo presente. Ele não diz “por isso deixou...”, mas “Por
isso, deixa... se une”. Ele usa verbos no presente porque não quer mais contar
uma história, mas transmitir um conceito. Que conceito? O conceito do
casamento. Vamos analisa-lo, então.
Veja, em
primeiríssimo lugar, que o casamento é uma união de um homem e uma mulher. Esta
é a essência do matrimônio, a união de duas pessoas. Por isso, o casamento
envolve também uma separação, a dos pais. O homem, e consequentemente a mulher,
precisa se separar fisicamente e psicologicamente de seus pais, e unir-se
também fisicamente e psicologicamente à sua esposa. Ou seja, eles, o homem e a
mulher, deixarão de serem filhos em primeiro lugar, para serem marido e mulher.
O casamento é, assim,
a criação de uma nova família. É a constituição de um novo lar, uma nova casa.
Não é apenas quando o casal tem filhos que se inicia uma família. O casal já é
uma família. É isso que se quer dizer com “deixar pai e mãe e unir-se”. Por
isso, embora seja fundamental e indispensável o reconhecimento social do
matrimônio, é no momento em que o casal une-se em uma nova casa, formando uma
nova família, que o casamento acontece.
Em segundo lugar, o
texto nos ensina que o casamento também é um “tornar-se uma só carne”. Embora a
expressão “uma só carne” seja usada em outro lugar na Bíblia como uma
referência à relação sexual (1 Co 6:16), aqui ela tem um sentido bem mais
abrangente, que inclui a relação íntima. O sentido aqui é de uma união total e
indissolúvel. Como sabemos disso? Pela interpretação de Jesus desse texto. Veja
o que ele diz em Mateus 19:4-6:
“Então, respondeu ele: Não tendes lido que o
Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa
deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só
carne? De modo que já não são mais dois,
porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
Note que a
compreensão de Cristo desta expressão “tornar-se uma só carne” é de uma união
feita diante de Deus e que é tão forte e sagrada que o homem não deve
intencionar em desfazê-la. Portanto, tornar-se uma só carne com alguém é
promover uma integração total com o cônjuge, de forma que os dois terão tudo em
comum, como mesma casa, mesma renda, mesmos filhos, mesmos planos, mesmos
prazeres sexuais.
Em resumo, o
casamento pode ser definido como a união,
diante de Deus, de um homem e uma mulher, para constituir uma nova família, por
meio de uma integração total de suas vidas. É isso o que a Bíblia diz sobre
o que é o casamento. Com base nisso, precisamos tirar algumas implicações.
1)
Deus proíbe a poligamia. Deus criou uma esposa para Adão, e
disse que o homem deveria unir-se à sua mulher. Por isso, o casamento deve ser
entre apenas um homem e uma mulher.
2)
Deus proíbe a homossexualidade. O relacionamento
conjugal, incluindo o sexual, deve ser entre pessoas de sexos distintos. A
homossexualidade é uma deturpação do plano original de Deus.
3)
O casamento é o ambiente estipulado por Deus para a união
do homem com uma mulher. Uniões comuns hoje, como “morar juntos”, ou manter
relações sexuais fora do casamento, também são deturpações do plano inicial de
Deus. Apenas o casamento é o ambiente permitido por Deus para que um casal se una,
e, além disso, é o único ambiente seguro para isso.
4)
Deus não deseja que o casamento termine. Muito embora o
divórcio tenha sido permitido na Bíblia em pouquíssimas exceções, a união
matrimonial precisa ser encarada como indissolúvel. Casais em crise devem
sempre procurar resolver seus problemas e jamais considerar a separação como
opção.
5)
A interferência de terceiros no casamento sempre é
prejudicial e proibida por Deus. Se o casamento é a união de um homem e uma
mulher, a matemática dita que seja a união de duas pessoas. Por isso, formas de
inclusão de uma terceira pessoa na relação são proibidas por Deus. Uma destas
formas é o adultério, onde uma terceira pessoa interfere na união íntima do
casal. Outra forma é a interferência de familiares, ou de amigos do casal, ou
até mesmo de irmãos da igreja, tornando-se parte integrante da relação
conjugal, exercendo papeis que deveriam ser exercidos pelo marido ou pela esposa.
É exatamente por isso que se recomendam coisas como não permitir, salvo
raríssimas exceções, que familiares morem com o casal; ter amigos em comum;
desenvolver lazeres e programas que envolvam o cônjuge. Tudo o que prejudica a
união inviolável do casamento deve ser evitado. E tudo o que promova, deve ser
aproveitado.
6)
Não são os filhos a essência da família, mas o casal. É comum vermos pais
e mães que consideram os filhos as pessoas mais importantes de suas vidas. Não
deve ser assim. Filhos vem, e devem ir. Filhos devem deixar seus pais para
formar novas famílias, mas o marido e a esposa nunca devem deixar um ao outro.
Por isso, o núcleo do casamento é o casal. E deixe-me dizer uma coisa: seus filhos
vão gostar muito de ver que você ama mais ao seu papai ou a mamãe dele do que a
ele mesmo. Não há nada melhor para um filho do que pais que se amam.
Este é o conceito
bíblico do casamento. Meio antiquado para os nossos dias. Mas certamente é o
único modelo que realmente funciona e, mais importante ainda, é o único modelo
que glorifica a Deus.
Próxima semana,
atendendo a um pedido, responderei à seguinte questão: O que a Bíblia diz
sobre... ter amigos descrentes? E você, quer saber o que a Bíblia diz sobre algum assunto específico? Escreva no comentário, completando a frase "O que a Bíblia diz sobre...". Deus os abençoe
O que a Bíblia diz sobre... casamento?
Postado por Antônio Neto até o momento Nenhum comentário
Quando pensei em
escrever a série “O que a Bíblia diz sobre...”, minha intensão inicial era
lidar com aqueles assuntos que não são tratados diretamente na Bíblia, mas que
podemos encontrar nela princípios norteadores. Por exemplo, o que a Bíblia diz
sobre carnaval, tomar cerveja, assistir MMA, votar em um político, e etc.
Todavia, foi-me
sugerido falar sobre casamento e, interessantemente, eu topei na hora, muito
embora a Bíblia fale diretamente sobre este assunto. O motivo da minha
aceitação a esse assunto é que, infelizmente, o conceito bíblico de casamento
tem sido amplamente esquecido, inclusive no meio do povo de Deus. Não é mais a
Bíblia quem tem tido a autoridade de dizer o que é casamento, mas o Estado, ou
pior ainda, a TV.
Por isso, nos dias
atuais, a pergunta “O que a Bíblia diz sobre o casamento” é praticamente
antiquada, cafona. Assim, para algum possível leitor deste texto que não seja
um seguidor de Cristo e possa pensar desta maneira, quero dizer que não abro
mão de seguir a Bíblia neste assunto e, portanto, peço seu respeito e ponderação
sobre o ensino bíblico. Não obstante, para você outro que segue a Cristo, peço
sua atenção para que avalie de onde tem vindo a sua compreensão acerca do
casamento.
A Bíblia fala muito
sobre o casamento. Livros e mais livros têm sido escritos analisando todo tipo
de texto relacionado a este assunto, e todas as formas de aplicações práticas
de tais passagens bíblicas. Aqui, quero me deter no coração da questão, que é o
conceito bíblico do matrimônio. Assim, a pergunta mais precisa seria “O que a
Bíblia diz sobre O QUE É casamento”. Para isso, não há melhor texto do que
Gênesis 2:24, que diz:
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à
sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”
Este texto faz parte
do contexto maior da narrativa da criação de Deus. Os capítulos 1 e 2 descrevem
todo o processo da obra da criação. À partir do capítulo 3, o assunto muda. E
aqui está o primeiro e mais importante ensino bíblico sobre o casamento: ele é uma invenção de Deus. Não foi o
homem quem inventou o casamento, foi Deus. Deus quem idealizou e concedeu aos
homens e mulheres o privilégio desta instituição. Por isso, quem melhor poderia
nos dizer o que é o casamento, senão o seu inventor?
Este pequeno trecho
bíblico é exatamente isto, Deus nos dizendo o seu conceito de casamento. Note
que o escritor de Gênesis para de contar uma história usando verbos no passado,
e profere um ensino no tempo presente. Ele não diz “por isso deixou...”, mas “Por
isso, deixa... se une”. Ele usa verbos no presente porque não quer mais contar
uma história, mas transmitir um conceito. Que conceito? O conceito do
casamento. Vamos analisa-lo, então.
Veja, em
primeiríssimo lugar, que o casamento é uma união de um homem e uma mulher. Esta
é a essência do matrimônio, a união de duas pessoas. Por isso, o casamento
envolve também uma separação, a dos pais. O homem, e consequentemente a mulher,
precisa se separar fisicamente e psicologicamente de seus pais, e unir-se
também fisicamente e psicologicamente à sua esposa. Ou seja, eles, o homem e a
mulher, deixarão de serem filhos em primeiro lugar, para serem marido e mulher.
O casamento é, assim,
a criação de uma nova família. É a constituição de um novo lar, uma nova casa.
Não é apenas quando o casal tem filhos que se inicia uma família. O casal já é
uma família. É isso que se quer dizer com “deixar pai e mãe e unir-se”. Por
isso, embora seja fundamental e indispensável o reconhecimento social do
matrimônio, é no momento em que o casal une-se em uma nova casa, formando uma
nova família, que o casamento acontece.
Em segundo lugar, o
texto nos ensina que o casamento também é um “tornar-se uma só carne”. Embora a
expressão “uma só carne” seja usada em outro lugar na Bíblia como uma
referência à relação sexual (1 Co 6:16), aqui ela tem um sentido bem mais
abrangente, que inclui a relação íntima. O sentido aqui é de uma união total e
indissolúvel. Como sabemos disso? Pela interpretação de Jesus desse texto. Veja
o que ele diz em Mateus 19:4-6:
“Então, respondeu ele: Não tendes lido que o
Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa
deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só
carne? De modo que já não são mais dois,
porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
Note que a
compreensão de Cristo desta expressão “tornar-se uma só carne” é de uma união
feita diante de Deus e que é tão forte e sagrada que o homem não deve
intencionar em desfazê-la. Portanto, tornar-se uma só carne com alguém é
promover uma integração total com o cônjuge, de forma que os dois terão tudo em
comum, como mesma casa, mesma renda, mesmos filhos, mesmos planos, mesmos
prazeres sexuais.
Em resumo, o
casamento pode ser definido como a união,
diante de Deus, de um homem e uma mulher, para constituir uma nova família, por
meio de uma integração total de suas vidas. É isso o que a Bíblia diz sobre
o que é o casamento. Com base nisso, precisamos tirar algumas implicações.
1)
Deus proíbe a poligamia. Deus criou uma esposa para Adão, e
disse que o homem deveria unir-se à sua mulher. Por isso, o casamento deve ser
entre apenas um homem e uma mulher.
2)
Deus proíbe a homossexualidade. O relacionamento
conjugal, incluindo o sexual, deve ser entre pessoas de sexos distintos. A
homossexualidade é uma deturpação do plano original de Deus.
3)
O casamento é o ambiente estipulado por Deus para a união
do homem com uma mulher. Uniões comuns hoje, como “morar juntos”, ou manter
relações sexuais fora do casamento, também são deturpações do plano inicial de
Deus. Apenas o casamento é o ambiente permitido por Deus para que um casal se una,
e, além disso, é o único ambiente seguro para isso.
4)
Deus não deseja que o casamento termine. Muito embora o
divórcio tenha sido permitido na Bíblia em pouquíssimas exceções, a união
matrimonial precisa ser encarada como indissolúvel. Casais em crise devem
sempre procurar resolver seus problemas e jamais considerar a separação como
opção.
5)
A interferência de terceiros no casamento sempre é
prejudicial e proibida por Deus. Se o casamento é a união de um homem e uma
mulher, a matemática dita que seja a união de duas pessoas. Por isso, formas de
inclusão de uma terceira pessoa na relação são proibidas por Deus. Uma destas
formas é o adultério, onde uma terceira pessoa interfere na união íntima do
casal. Outra forma é a interferência de familiares, ou de amigos do casal, ou
até mesmo de irmãos da igreja, tornando-se parte integrante da relação
conjugal, exercendo papeis que deveriam ser exercidos pelo marido ou pela esposa.
É exatamente por isso que se recomendam coisas como não permitir, salvo
raríssimas exceções, que familiares morem com o casal; ter amigos em comum;
desenvolver lazeres e programas que envolvam o cônjuge. Tudo o que prejudica a
união inviolável do casamento deve ser evitado. E tudo o que promova, deve ser
aproveitado.
6)
Não são os filhos a essência da família, mas o casal. É comum vermos pais
e mães que consideram os filhos as pessoas mais importantes de suas vidas. Não
deve ser assim. Filhos vem, e devem ir. Filhos devem deixar seus pais para
formar novas famílias, mas o marido e a esposa nunca devem deixar um ao outro.
Por isso, o núcleo do casamento é o casal. E deixe-me dizer uma coisa: seus filhos
vão gostar muito de ver que você ama mais ao seu papai ou a mamãe dele do que a
ele mesmo. Não há nada melhor para um filho do que pais que se amam.
Este é o conceito
bíblico do casamento. Meio antiquado para os nossos dias. Mas certamente é o
único modelo que realmente funciona e, mais importante ainda, é o único modelo
que glorifica a Deus.
Próxima semana,
atendendo a um pedido, responderei à seguinte questão: O que a Bíblia diz
sobre... ter amigos descrentes? E você, quer saber o que a Bíblia diz sobre algum assunto específico? Escreva no comentário, completando a frase "O que a Bíblia diz sobre...". Deus os abençoe
“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” Mateus 18:20
Lembro como se fosse hoje! Eu, ainda criança, chego com meus pais na igreja para o culto. Notamos, então, que apenas a nossa família e mais outra estão presentes, e mais a família do pastor. Parece uma situação triste, pouca gente no culto. O que o pastor falaria, então, para consolar e animar aos presentes? Ele escolheu citar Mateus 18:20 para sabermos que Cristo estava entre nós! Mas, espera aí: Acho que não é bem assim...
Poucos textos são tão utilizados de maneira errônea quanto Mateus 18:20. Eu mesmo já ouvi este trecho sendo usado para oração em grupo, e até como base para dizer que não é preciso ir para o culto, pois a família com filhos já soma no mínimo 3! Porém, é da maneira como foi usado nesta minha experiência que ele mais é utilizado, para motivar a um grupo pequeno no culto, afirmando que, embora poucos, Cristo está presente.
Em primeiro lugar, não é errado motivar aos irmãos lembrando-lhes da presença de Cristo no culto. Porém, outros textos poderiam ser usados, pois o de Mateus 18:20 definitivamente não trata disso. De que trata, então?
Regrinha básica em ação: analise o texto no seu contexto. Fazendo isso, você notará que o contexto trata de disciplina na igreja. Jesus está ensinando aos seus discípulos sobre como lidar com um irmão que peca. Primeiro passo, falar com ele. Segundo passo, levar mais uma ou duas testemunhas (decore estes números). Terceiro passo, falar para a igreja. Se, depois de tudo isso, a pessoa recusa-se a abandonar o seu pecado, ela deve ser excluída da igreja.
Assim, os versos 18 e 19 mostram que este processo é autorizado por Deus. Preste bem atenção e você verá Jesus falando de “terra” e “céu” algumas vezes nestes versículos. O que ele quer dizer é que, embora o tratamento do pecado lide com problemas “aqui da terra”, Deus, que está “no céu”, também está relacionado.
Desta forma, veja que o versículo 20 começa com um “Porque”. Se começa assim, então ele está completando uma ideia anterior e, por isso, para entendê-lo, é preciso entender o dito anteriormente. Mas nós já sabemos que o contexto fala de Deus autorizando “no céu” o tratamento do pecado “na terra”. Portanto, o versículo 20 fala exatamente sobre isso também, sobre tratamento de pecado, e sobre autorização divina!
O ensino deste verso, então, é que quando dois ou três se reunirem para lidar com o pecado de um irmão, isto terá a autoridade da presença espiritual do próprio Cristo! O próprio Senhor Jesus estará presente quando o segundo passo começar a ser praticado, dando peso àquela situação de exortação.
Por isso, não use Mateus 18:20 para motivar os poucos crentes presente no culto. Mas você pode usar muito bem para motivar aos presentes em uma assembleia onde se discutirá um pecado a ser tratado de alguém, pois é sobre isso que este texto fala.
Texto fora de contexto... Mateus 18:20
Postado por Antônio Neto até o momento 20 comentários
“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” Mateus 18:20
Lembro como se fosse hoje! Eu, ainda criança, chego com meus pais na igreja para o culto. Notamos, então, que apenas a nossa família e mais outra estão presentes, e mais a família do pastor. Parece uma situação triste, pouca gente no culto. O que o pastor falaria, então, para consolar e animar aos presentes? Ele escolheu citar Mateus 18:20 para sabermos que Cristo estava entre nós! Mas, espera aí: Acho que não é bem assim...
Poucos textos são tão utilizados de maneira errônea quanto Mateus 18:20. Eu mesmo já ouvi este trecho sendo usado para oração em grupo, e até como base para dizer que não é preciso ir para o culto, pois a família com filhos já soma no mínimo 3! Porém, é da maneira como foi usado nesta minha experiência que ele mais é utilizado, para motivar a um grupo pequeno no culto, afirmando que, embora poucos, Cristo está presente.
Em primeiro lugar, não é errado motivar aos irmãos lembrando-lhes da presença de Cristo no culto. Porém, outros textos poderiam ser usados, pois o de Mateus 18:20 definitivamente não trata disso. De que trata, então?
Regrinha básica em ação: analise o texto no seu contexto. Fazendo isso, você notará que o contexto trata de disciplina na igreja. Jesus está ensinando aos seus discípulos sobre como lidar com um irmão que peca. Primeiro passo, falar com ele. Segundo passo, levar mais uma ou duas testemunhas (decore estes números). Terceiro passo, falar para a igreja. Se, depois de tudo isso, a pessoa recusa-se a abandonar o seu pecado, ela deve ser excluída da igreja.
Assim, os versos 18 e 19 mostram que este processo é autorizado por Deus. Preste bem atenção e você verá Jesus falando de “terra” e “céu” algumas vezes nestes versículos. O que ele quer dizer é que, embora o tratamento do pecado lide com problemas “aqui da terra”, Deus, que está “no céu”, também está relacionado.
Desta forma, veja que o versículo 20 começa com um “Porque”. Se começa assim, então ele está completando uma ideia anterior e, por isso, para entendê-lo, é preciso entender o dito anteriormente. Mas nós já sabemos que o contexto fala de Deus autorizando “no céu” o tratamento do pecado “na terra”. Portanto, o versículo 20 fala exatamente sobre isso também, sobre tratamento de pecado, e sobre autorização divina!
O ensino deste verso, então, é que quando dois ou três se reunirem para lidar com o pecado de um irmão, isto terá a autoridade da presença espiritual do próprio Cristo! O próprio Senhor Jesus estará presente quando o segundo passo começar a ser praticado, dando peso àquela situação de exortação.
Por isso, não use Mateus 18:20 para motivar os poucos crentes presente no culto. Mas você pode usar muito bem para motivar aos presentes em uma assembleia onde se discutirá um pecado a ser tratado de alguém, pois é sobre isso que este texto fala.
Sem entrarmos no mérito da origem do carnaval, ou da definição
etimológica do termo “carnaval”, todos sabemos que esta festa
está estritamente relacionada a práticas imorais. Não é à toa
que o governo realiza campanhas em favor do uso de preservativos
neste período. Também, é neste período que mulheres desfilam
praticamente nuas em uma avenida. Enfim, não seria nada difícil
provar que o período carnavalesco é um período onde as pessoas dão
vazão à imoralidade sem os devidos constrangimentos típicos da
sociedade.
Por conta disso, não seria difícil também concluir que um crente
no Senhor Jesus não deve querer participar desta festa, visto ordens
bíblicas como “Fugi da impureza” (1 Coríntios 6:18) e “vos
abstenham da prostituição” (1 Tessalonicenses 4:3). Porém,
alguém pode ainda pensar em assistir aos “belos” desfiles das
escolas de samba na TV, ou mesmo que mal haveria em ir a uma
“confraternização” de carnaval da empresa. Por mais absurdo que
pareça, não custa nada pensarmos: o crente pode pular carnaval?
Em primeiro lugar, é importante que se diga que a Bíblia não fala
da festa do carnaval. Esta festividade é bem mais recente do que a
Bíblia. Porém, a Bíblia fala com clareza sobre o que se faz
no carnaval. O texto que me vem à mente é o de Efésios 5:3-11.
Neste trecho desta carta de Paulo,
ele está falando sobre a santidade requerida daqueles que foram
unidos a Cristo e unidos aos demais irmãos no Corpo de Cristo, que é
a Igreja. Esta dupla união deve nos levar a “não mais andar como
andam os gentios” (4:17). Como o próprio apóstolo enfatiza em 5:8
“outrora, ereis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai
como filhos da luz”.
Com isso em mente, chegamos ao
versículo que, entendo eu, aplica-se perfeitamente à questão do
carnaval. Veja o que o texto bíblico diz nos versículo 11.
“E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas;
antes, porém reprovai-as”.
A palavra “cúmplice” possui a ideia de uma participação com
alguém. É como ser cúmplice de um crime. É qualquer forma de
participação intencional. E a exortação bíblica é que não
devemos participar intencionalmente das obras infrutíferas das
trevas. O pr John Macarthur, na sua Bíblia comentada, nos explica bem este trecho. Ele diz “os
cristãos [..] não devem se envolver, de modo algum, com os caminhos
maus e com as obras de Satanás e do mundo” (pg 1608). Portanto, ser cúmplice das obras infrutíferas das trevas é associar-se intencionalmente
com qualquer prática que se origina de uma fonte contrária a Deus,
como o mundo e o diabo.
O carnaval, claramente, é uma festa originada “nas trevas”. É
uma festividade que em absolutamente nada glorifica a Deus, mas
exalta o pecado, especialmente a imoralidade, a lascívia, a
impureza. Desta maneira, podemos dizer que não deve haver nenhuma
cumplicidade, ou nenhuma associação intencional entre o crente e o
carnaval. Associações do tipo assistir aos desfiles na TV ou na
cidade, ir a alguma festividade em praias, clubes ou praças, não
seriam, portanto, recomendadas. Pelo contrário, o dever do crente é
“reprovar”, rejeitar, acusar como ruim todas estas coisas.
Geralmente, as igrejas promovem retiros neste período para que os
jovens, ou mesmo as famílias das igrejas tenham um tempo de reclusão
deste período tão marcado pelo pecado. Esta é uma boa estratégia.
Porém, se você não vai participar de um retiro assim no carnaval,
retire-se a si mesmo e à sua família. Desligue a sua TV neste
período. Evite praias, clubes, ou qualquer ambiente onde você sabe
que está havendo festejos. Se possível, combine com sua igreja
momentos de comunhão. Aproveite os feriados para ficar com sua
família e com seus irmãos em Cristo.
Portanto, o que a Bíblia diz sobre pular carnaval? Ela diz que isso
é associar-se com aquilo que não agrada a Deus e, por isso, não é
recomendável àqueles que desejam andar na luz. Que este seja,
enfim, o desejo e a postura de todos que queremos honrar ao Deus
Santo.
Este é o primeiro texto da série "O que a Bíblia diz sobre...?" Se você deseja saber o ensino bíblico sobre algo, coloque nos comentários o seu complemento à esta frase. Por exemplo, "O que a Bíblia diz sobre...Palavrão?". Logo, logo, sua pergunta será respondida.
O Que a Bíblia Diz Sobre... Pular Carnaval?
Postado por Antônio Neto até o momento 10 comentários
Sem entrarmos no mérito da origem do carnaval, ou da definição
etimológica do termo “carnaval”, todos sabemos que esta festa
está estritamente relacionada a práticas imorais. Não é à toa
que o governo realiza campanhas em favor do uso de preservativos
neste período. Também, é neste período que mulheres desfilam
praticamente nuas em uma avenida. Enfim, não seria nada difícil
provar que o período carnavalesco é um período onde as pessoas dão
vazão à imoralidade sem os devidos constrangimentos típicos da
sociedade.
Por conta disso, não seria difícil também concluir que um crente
no Senhor Jesus não deve querer participar desta festa, visto ordens
bíblicas como “Fugi da impureza” (1 Coríntios 6:18) e “vos
abstenham da prostituição” (1 Tessalonicenses 4:3). Porém,
alguém pode ainda pensar em assistir aos “belos” desfiles das
escolas de samba na TV, ou mesmo que mal haveria em ir a uma
“confraternização” de carnaval da empresa. Por mais absurdo que
pareça, não custa nada pensarmos: o crente pode pular carnaval?
Em primeiro lugar, é importante que se diga que a Bíblia não fala
da festa do carnaval. Esta festividade é bem mais recente do que a
Bíblia. Porém, a Bíblia fala com clareza sobre o que se faz
no carnaval. O texto que me vem à mente é o de Efésios 5:3-11.
Neste trecho desta carta de Paulo,
ele está falando sobre a santidade requerida daqueles que foram
unidos a Cristo e unidos aos demais irmãos no Corpo de Cristo, que é
a Igreja. Esta dupla união deve nos levar a “não mais andar como
andam os gentios” (4:17). Como o próprio apóstolo enfatiza em 5:8
“outrora, ereis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai
como filhos da luz”.
Com isso em mente, chegamos ao
versículo que, entendo eu, aplica-se perfeitamente à questão do
carnaval. Veja o que o texto bíblico diz nos versículo 11.
“E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas;
antes, porém reprovai-as”.
A palavra “cúmplice” possui a ideia de uma participação com
alguém. É como ser cúmplice de um crime. É qualquer forma de
participação intencional. E a exortação bíblica é que não
devemos participar intencionalmente das obras infrutíferas das
trevas. O pr John Macarthur, na sua Bíblia comentada, nos explica bem este trecho. Ele diz “os
cristãos [..] não devem se envolver, de modo algum, com os caminhos
maus e com as obras de Satanás e do mundo” (pg 1608). Portanto, ser cúmplice das obras infrutíferas das trevas é associar-se intencionalmente
com qualquer prática que se origina de uma fonte contrária a Deus,
como o mundo e o diabo.
O carnaval, claramente, é uma festa originada “nas trevas”. É
uma festividade que em absolutamente nada glorifica a Deus, mas
exalta o pecado, especialmente a imoralidade, a lascívia, a
impureza. Desta maneira, podemos dizer que não deve haver nenhuma
cumplicidade, ou nenhuma associação intencional entre o crente e o
carnaval. Associações do tipo assistir aos desfiles na TV ou na
cidade, ir a alguma festividade em praias, clubes ou praças, não
seriam, portanto, recomendadas. Pelo contrário, o dever do crente é
“reprovar”, rejeitar, acusar como ruim todas estas coisas.
Geralmente, as igrejas promovem retiros neste período para que os
jovens, ou mesmo as famílias das igrejas tenham um tempo de reclusão
deste período tão marcado pelo pecado. Esta é uma boa estratégia.
Porém, se você não vai participar de um retiro assim no carnaval,
retire-se a si mesmo e à sua família. Desligue a sua TV neste
período. Evite praias, clubes, ou qualquer ambiente onde você sabe
que está havendo festejos. Se possível, combine com sua igreja
momentos de comunhão. Aproveite os feriados para ficar com sua
família e com seus irmãos em Cristo.
Portanto, o que a Bíblia diz sobre pular carnaval? Ela diz que isso
é associar-se com aquilo que não agrada a Deus e, por isso, não é
recomendável àqueles que desejam andar na luz. Que este seja,
enfim, o desejo e a postura de todos que queremos honrar ao Deus
Santo.
Este é o primeiro texto da série "O que a Bíblia diz sobre...?" Se você deseja saber o ensino bíblico sobre algo, coloque nos comentários o seu complemento à esta frase. Por exemplo, "O que a Bíblia diz sobre...Palavrão?". Logo, logo, sua pergunta será respondida.
Estes
dias, tenho sentido o direcionamento de Deus para lidar com uma questão bem
delicada. É a primeira vez, em meu próprio ministério pastoral, que lido com
este assunto. Infelizmente, já ouvi pastores bem mais experientes dizerem que ele é “caso perdido”. Minha oração é que não o seja em sua vida.
Todavia,
não sei propriamente como abordar este assunto. Apenas postarei dois vídeos e,
no final, farei algumas aplicações por meio de conselhos práticos. Peço que
você assista. Se você é homem, chame sua esposa para assistir. Porém, saiba que
você, como líder de sua esposa, é mais responsável por isso do que ela mesma.
OBS: No segundo vídeo, é preciso ativar a legenda.
OBS: No segundo vídeo, é preciso ativar a legenda.
1) O
verão está aí, e com ele o desejo de ir à praia, ou a uma piscina. Honre a
Deus, irmã, não use biquíni. Não exiba o seu corpo a ninguém, apenas ao seu
marido. Lembre-se que foi Deus quem inventou a roupa para cobrir o corpo. Quem
você acha que inventou essa de descobri-lo?
2) Mulheres,
evitem expor seus corpos na igreja. Cubram COMPLETAMENTE seus seios. Não
mostrem suas barrigas. Escondam suas coxas. Não enfatizem a forma dos seus
corpos. Saibam que seus irmãos em Cristo já lutam muito contra isso no mundo.
Dê descanso a eles pelo menos na igreja. Sim, falo de blusa regata, mini-saia, camiseta
com decote, calças apertadas e etc...
3) Maridos,
não usem suas esposas como “troféus”. Não ache que a beleza que Deus deu a elas
é para ser “exibida” como um triunfo seu. Sua esposa precisa de seu amor, e não
de seu egoísmo. Por isso, lidere-a à modéstia e à discrição. Que as pessoas
vejam Cristo nela deve ser o seu desejo.
4) Jamais
se escondam por trás do argumento “a impureza está na mente do homem”. Isto é verdade,
a Bíblia diz isso. Porém, vocês mulheres, façam com que não sejam seus corpos
alvos desta impureza. Que se um homem pecar olhando para você, não seja porque
você o provocou.
5) Por
fim, homens e mulheres, avaliemos nossos critérios. Nos vestimos,
PRIMEIRAMENTE, para glorificar a Deus, ou para exibir o quanto ganhamos, ou
para exibir nossa beleza, ou para exibir nossa sensualidade, ou simplesmente
por conforto? Lembre-se que o Filho de Deus foi exposto nu por amor de nós! E
você, seria capaz de vestir-se por amor a Ele?
Que
Deus nos abençoe.
O Verão chegou. Como vamos nos vestir?
Postado por Antônio Neto até o momento 2 comentários
Estes
dias, tenho sentido o direcionamento de Deus para lidar com uma questão bem
delicada. É a primeira vez, em meu próprio ministério pastoral, que lido com
este assunto. Infelizmente, já ouvi pastores bem mais experientes dizerem que ele é “caso perdido”. Minha oração é que não o seja em sua vida.
Todavia,
não sei propriamente como abordar este assunto. Apenas postarei dois vídeos e,
no final, farei algumas aplicações por meio de conselhos práticos. Peço que
você assista. Se você é homem, chame sua esposa para assistir. Porém, saiba que
você, como líder de sua esposa, é mais responsável por isso do que ela mesma.
OBS: No segundo vídeo, é preciso ativar a legenda.
OBS: No segundo vídeo, é preciso ativar a legenda.
1) O
verão está aí, e com ele o desejo de ir à praia, ou a uma piscina. Honre a
Deus, irmã, não use biquíni. Não exiba o seu corpo a ninguém, apenas ao seu
marido. Lembre-se que foi Deus quem inventou a roupa para cobrir o corpo. Quem
você acha que inventou essa de descobri-lo?
2) Mulheres,
evitem expor seus corpos na igreja. Cubram COMPLETAMENTE seus seios. Não
mostrem suas barrigas. Escondam suas coxas. Não enfatizem a forma dos seus
corpos. Saibam que seus irmãos em Cristo já lutam muito contra isso no mundo.
Dê descanso a eles pelo menos na igreja. Sim, falo de blusa regata, mini-saia, camiseta
com decote, calças apertadas e etc...
3) Maridos,
não usem suas esposas como “troféus”. Não ache que a beleza que Deus deu a elas
é para ser “exibida” como um triunfo seu. Sua esposa precisa de seu amor, e não
de seu egoísmo. Por isso, lidere-a à modéstia e à discrição. Que as pessoas
vejam Cristo nela deve ser o seu desejo.
4) Jamais
se escondam por trás do argumento “a impureza está na mente do homem”. Isto é verdade,
a Bíblia diz isso. Porém, vocês mulheres, façam com que não sejam seus corpos
alvos desta impureza. Que se um homem pecar olhando para você, não seja porque
você o provocou.
5) Por
fim, homens e mulheres, avaliemos nossos critérios. Nos vestimos,
PRIMEIRAMENTE, para glorificar a Deus, ou para exibir o quanto ganhamos, ou
para exibir nossa beleza, ou para exibir nossa sensualidade, ou simplesmente
por conforto? Lembre-se que o Filho de Deus foi exposto nu por amor de nós! E
você, seria capaz de vestir-se por amor a Ele?
Que
Deus nos abençoe.
Série de estudos baseados no livro “Não me deixe contar
até três” (Don’t let me count to three”), de Ginger Plowman
Até hoje recordo as palavras
da médica que promoveu o parto de nosso filho. Ela nos disse quando foi visitar
minha esposa na enfermaria: “Criar filhos é enfrentar desafios novos todos os
dias”. E ela tinha toda a razão! Eu só não esperava que o desafio de
disciplinar um filho fosse tão difícil.
É importante já diferenciar
entre disciplina e instrução. A disciplina é aquele momento que envolve a
correção de um ato pecaminoso da criança. A instrução é o momento de ensino e
orientação, para que a criança não venha a agir pecaminosamente. Embora a
disciplina envolva instrução, e a instrução envolva disciplina, elas são
distintas e é sobre a primeira que irei tratar aqui.
Disciplinar os nossos filhos
é uma orientação muito clara nas Escrituras. Veja estes dois textos: Provérbios
22:15: “A insensatez está ligada ao
coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela.”; Provérbios 23:13 “Não evite disciplinar a criança; se você a
castigar com a vara, ela não morrerá.” Portanto, é indiscutível que nós temos
que fazer isso.
Neste primeiro artigo,
contudo, gostaria de mencionar quais são
algumas razões pelas quais os pais se negam a cumprir esta orientação bíblica.
Vamos à primeira:
1) “Eu amo muito meu filho para bater nele”
Por um lado, dá para
entender esse tipo de pensamento. Realmente, ver um filho chorando com uma dor
provocada por nós é muito doloroso. Lembro quando meu pai dizia “Isso dói mais
em mim do que em você”, e agora eu confirmo toda vez que vou disciplinar meu
filho.
Mas pense bem: Quem é
realmente o beneficiado quando um pai ou uma mãe se nega a disciplinar seu
filho? Certamente não é o filho. O texto acima, o de Provérbios 22:15, mostra o
quanto a vara beneficia a criança. Eu mesmo tenho testificado o quanto meu
filho tem se tornado mais sábio à medida que é disciplinado.
Quem se beneficia com a ausência
da disciplina são apenas os pais, pois eles se livram do desconforto de causar
sofrimento, ou do desconforto de dedicar tempo para aplicar a vara. Deixar de
disciplinar um filho, portanto, não é sinal de amor, mas de egoísmo. Se você
pensa que causar sofrimento é demonstração de falta de amor, gostaria de
perguntar-lhe: Você já levou seu filho para ser vacinado?
2) “Ele não tem idade ainda para entender”
De todas as justificativas,
esta sempre foi a que mais me tentou. Sempre me perguntei se meu filho entendia
o porque ele estava sendo disciplinado. No entanto, esse motivo também não faz
tanto sentido.
É muito interessante como eu
vejo os pais postando vídeos na internet de seus filhos, ou apenas relatando
como com um ano de idade eles já sabem imitar o som do cachorro, já sabem dar tchauzinho,
já fazem caretinha quando pedimos e etc. Nós acreditamos tanto no potencial de
aprendizado de nossos filhos pequenos que muitos chegam a achar que seu filho é
o mais esperto de todos. Porém, aprender que bater na mamãe, ou puxar o cabelo
do papai leva à disciplina é algo que demoramos a acreditar que nossos filhos
são capazes! Isso não parece estranho? O fato é que nossos filhos tanto
compreendem muito mais do que imaginamos.
3) “Ele só faz isso quando está fora de casa”
Meu filho Benjamim tem um
hábito que só Deus sabe onde ele aprendeu. Quando ele está fora de casa,
qualquer coisa que lhe é negada, ele logo se joga no chão. Ele raramente faz
isso em casa, e costumeiramente faz fora de casa. O que eu devo fazer? Deixar
de disciplina-lo porque ele não está em casa?
Se temos essa desculpa, nossos
filhos logo aprenderão que estão livres para nos desobedecer fora de casa. Por
isso, os pais precisam ver a melhor maneira de aplicar a disciplina em todos as
circunstancias. Se estiver fora de casa, precisa avaliar se dá para aplicar a
vara imediatamente, ou se apenas quando chegar em casa. Mas deixar de
disciplinar jamais deve ser uma opção nestes casos.
4) “Ele faz isso porque o temperamento dele é
difícil”
Essa desculpa não procede,
pois todos nós nascemos com “coisas” ruins em nós. A Bíblia diz que todos somos
pecadores (Rm 3:23), e por isso precisamos de correção.
Com nossos filhos não é
diferente. Se o temperamento deles é difícil, o que é comum que seja, temos um
motivo à mais para ensinar-lhes domínio próprio. O que parece mais adequado,
usar a disciplina para ensinar o domínio próprio a alguém que tem um
temperamento difícil, ou deixar de disciplinar permitindo que a criança
expresse toda a sua raiva e rebeldia?
Um alerta para os que
abraçam essa desculpa. O temperamento da criança ainda pode ser tratado, o de
um adolescente ou adulto é muito mais complicado. O tempo de lidar com
temperamentos difíceis é na infância, e não depois que a criança cresce.
5) “Não disciplino meus filhos, e eles nunca me
deram trabalho”
Primeiro, eu tenho enormes
dificuldades em acreditar em uma declaração como esta. Já conheci duas famílias
que diziam isso, e nas duas o que vi foram filhos que, de fato, não
envergonhavam os pais em público, ou não os atrapalhavam em casa. Mas notei que
os métodos adotados por eles para lidar com a desobediência eram métodos que
tratam o comportamento, e não o coração. Por isso, ao invés de criarem filhos
obedientes, eles estavam criando filhos hipócritas.
Em uma dessas famílias, pude
conversar com um filho que me confidenciou que seus pais o corrigiam com palavras
como “Isso é muito feio”, ou “Vá para o seu quarto e fique lá meia hora”. Esta
criança, em uma simples conversa, conseguiu me convencer que não amava os seus
pais, pois sentia-se reprimida e pressionada.
Eu suspeito muito de pais
que me dizer que não precisam disciplinar seus filhos. Toda criança nasce com o
pecado, e é sua tendência desobedecer. Por isso, pais que afirmam não precisar
disciplinar seus filhos estão indo contra o ensino das Escrituras da
pecaminosidade da criança. Portanto, prefiro crer que esta é uma desculpa para
a negligência.
Lógico que há outras razões para os pais se negarem a aplicar a disciplina física em seus filhos. Esta são, talvez, as principais. Porém, nenhuma delas é suficiente para comprovar a tese de que não disciplinar é uma opção viável na educação de nossos filhos.
É importante sabermos que
sempre aplicamos algum tipo de disciplina em nossos filhos. Quando nós os
corrigimos com palavras como “Isso que você fez não está certo, solte esse
brinquedo!”, já estamos aplicando um tipo de disciplina. A questão é qual a
maneira mais correta de disciplinar. No próximo estudo, veremos as maneiras
equivocadas de disciplina, e depois veremos a maneira bíblica.
Disciplinando nossos filhos (parte 1)
Postado por Antônio Neto até o momento Nenhum comentário
Série de estudos baseados no livro “Não me deixe contar
até três” (Don’t let me count to three”), de Ginger Plowman
Até hoje recordo as palavras
da médica que promoveu o parto de nosso filho. Ela nos disse quando foi visitar
minha esposa na enfermaria: “Criar filhos é enfrentar desafios novos todos os
dias”. E ela tinha toda a razão! Eu só não esperava que o desafio de
disciplinar um filho fosse tão difícil.
É importante já diferenciar
entre disciplina e instrução. A disciplina é aquele momento que envolve a
correção de um ato pecaminoso da criança. A instrução é o momento de ensino e
orientação, para que a criança não venha a agir pecaminosamente. Embora a
disciplina envolva instrução, e a instrução envolva disciplina, elas são
distintas e é sobre a primeira que irei tratar aqui.
Disciplinar os nossos filhos
é uma orientação muito clara nas Escrituras. Veja estes dois textos: Provérbios
22:15: “A insensatez está ligada ao
coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela.”; Provérbios 23:13 “Não evite disciplinar a criança; se você a
castigar com a vara, ela não morrerá.” Portanto, é indiscutível que nós temos
que fazer isso.
Neste primeiro artigo,
contudo, gostaria de mencionar quais são
algumas razões pelas quais os pais se negam a cumprir esta orientação bíblica.
Vamos à primeira:
1) “Eu amo muito meu filho para bater nele”
Por um lado, dá para
entender esse tipo de pensamento. Realmente, ver um filho chorando com uma dor
provocada por nós é muito doloroso. Lembro quando meu pai dizia “Isso dói mais
em mim do que em você”, e agora eu confirmo toda vez que vou disciplinar meu
filho.
Mas pense bem: Quem é
realmente o beneficiado quando um pai ou uma mãe se nega a disciplinar seu
filho? Certamente não é o filho. O texto acima, o de Provérbios 22:15, mostra o
quanto a vara beneficia a criança. Eu mesmo tenho testificado o quanto meu
filho tem se tornado mais sábio à medida que é disciplinado.
Quem se beneficia com a ausência
da disciplina são apenas os pais, pois eles se livram do desconforto de causar
sofrimento, ou do desconforto de dedicar tempo para aplicar a vara. Deixar de
disciplinar um filho, portanto, não é sinal de amor, mas de egoísmo. Se você
pensa que causar sofrimento é demonstração de falta de amor, gostaria de
perguntar-lhe: Você já levou seu filho para ser vacinado?
2) “Ele não tem idade ainda para entender”
De todas as justificativas,
esta sempre foi a que mais me tentou. Sempre me perguntei se meu filho entendia
o porque ele estava sendo disciplinado. No entanto, esse motivo também não faz
tanto sentido.
É muito interessante como eu
vejo os pais postando vídeos na internet de seus filhos, ou apenas relatando
como com um ano de idade eles já sabem imitar o som do cachorro, já sabem dar tchauzinho,
já fazem caretinha quando pedimos e etc. Nós acreditamos tanto no potencial de
aprendizado de nossos filhos pequenos que muitos chegam a achar que seu filho é
o mais esperto de todos. Porém, aprender que bater na mamãe, ou puxar o cabelo
do papai leva à disciplina é algo que demoramos a acreditar que nossos filhos
são capazes! Isso não parece estranho? O fato é que nossos filhos tanto
compreendem muito mais do que imaginamos.
3) “Ele só faz isso quando está fora de casa”
Meu filho Benjamim tem um
hábito que só Deus sabe onde ele aprendeu. Quando ele está fora de casa,
qualquer coisa que lhe é negada, ele logo se joga no chão. Ele raramente faz
isso em casa, e costumeiramente faz fora de casa. O que eu devo fazer? Deixar
de disciplina-lo porque ele não está em casa?
Se temos essa desculpa, nossos
filhos logo aprenderão que estão livres para nos desobedecer fora de casa. Por
isso, os pais precisam ver a melhor maneira de aplicar a disciplina em todos as
circunstancias. Se estiver fora de casa, precisa avaliar se dá para aplicar a
vara imediatamente, ou se apenas quando chegar em casa. Mas deixar de
disciplinar jamais deve ser uma opção nestes casos.
4) “Ele faz isso porque o temperamento dele é
difícil”
Essa desculpa não procede,
pois todos nós nascemos com “coisas” ruins em nós. A Bíblia diz que todos somos
pecadores (Rm 3:23), e por isso precisamos de correção.
Com nossos filhos não é
diferente. Se o temperamento deles é difícil, o que é comum que seja, temos um
motivo à mais para ensinar-lhes domínio próprio. O que parece mais adequado,
usar a disciplina para ensinar o domínio próprio a alguém que tem um
temperamento difícil, ou deixar de disciplinar permitindo que a criança
expresse toda a sua raiva e rebeldia?
Um alerta para os que
abraçam essa desculpa. O temperamento da criança ainda pode ser tratado, o de
um adolescente ou adulto é muito mais complicado. O tempo de lidar com
temperamentos difíceis é na infância, e não depois que a criança cresce.
5) “Não disciplino meus filhos, e eles nunca me
deram trabalho”
Primeiro, eu tenho enormes
dificuldades em acreditar em uma declaração como esta. Já conheci duas famílias
que diziam isso, e nas duas o que vi foram filhos que, de fato, não
envergonhavam os pais em público, ou não os atrapalhavam em casa. Mas notei que
os métodos adotados por eles para lidar com a desobediência eram métodos que
tratam o comportamento, e não o coração. Por isso, ao invés de criarem filhos
obedientes, eles estavam criando filhos hipócritas.
Em uma dessas famílias, pude
conversar com um filho que me confidenciou que seus pais o corrigiam com palavras
como “Isso é muito feio”, ou “Vá para o seu quarto e fique lá meia hora”. Esta
criança, em uma simples conversa, conseguiu me convencer que não amava os seus
pais, pois sentia-se reprimida e pressionada.
Eu suspeito muito de pais
que me dizer que não precisam disciplinar seus filhos. Toda criança nasce com o
pecado, e é sua tendência desobedecer. Por isso, pais que afirmam não precisar
disciplinar seus filhos estão indo contra o ensino das Escrituras da
pecaminosidade da criança. Portanto, prefiro crer que esta é uma desculpa para
a negligência.
Lógico que há outras razões para os pais se negarem a aplicar a disciplina física em seus filhos. Esta são, talvez, as principais. Porém, nenhuma delas é suficiente para comprovar a tese de que não disciplinar é uma opção viável na educação de nossos filhos.
É importante sabermos que
sempre aplicamos algum tipo de disciplina em nossos filhos. Quando nós os
corrigimos com palavras como “Isso que você fez não está certo, solte esse
brinquedo!”, já estamos aplicando um tipo de disciplina. A questão é qual a
maneira mais correta de disciplinar. No próximo estudo, veremos as maneiras
equivocadas de disciplina, e depois veremos a maneira bíblica.
A primeira criação de Deus foi a luz. Em Gênesis 1:2 é
dito que no princípio a terra estava sem forma e vazia, e havia trevas sobre
ela. Então Deus disse “Haja luz” e houve luz. Ou seja, para superar as trevas,
Deus criou a luz.
Nós precisamos de luz para enxergar. Se não houver luz, e
ficarmos no escuro, não podemos enxergar coisa alguma. Por isso existe a luz,
para que possamos nos locomover, realizar nossas ações com liberdade, pois,
doutra forma, no escuro não seria possível.
Porém, a Bíblia ensina outro tipo de escuridão, a
escuridão espiritual. O homem, ao pecar contra Deus, é imerso em uma profunda
escuridão espiritual. Em Isaías 9:2 fala que todos nós vivemos em “profunda
escuridão”. Essas trevas espirituais se referem ao estado de afastamento que
todos estamos de Deus. O homem separado de Deus vive, portanto, em uma profunda escuridão
espiritual.
As Escrituras também nos dizem que essa escuridão é
refletida nas decisões e no caráter dos homens. As pessoas deste mundo aprovam
o homossexualismo, aplaudem a imoralidade, praticam a corrupção, o adultério, o
egoísmo. De fato, nós seres humanos vivemos em profundo distanciamento de Deus. As nossas decisões são tomadas com base em egoísmo, em justiça
própria, em orgulho, para satisfazer os nossos desejos. As palavras de Jesus,
em João 3:19, se aplicam perfeitamente a todos os homens: “E o
julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas que a
luz, porque as suas obras eram más.”
Todavia, da mesma forma que Deus criou a luz para acabar
com as trevas no início, Ele também providenciou uma luz para vencer as trevas
das nossas almas. Da mesma forma que precisamos de luz para não ficarmos no
escuro, Deus providenciou uma luz para acabar com as trevas dos nossos
corações. Isso está escrito em João 8:12:
“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do
mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.”
Quando Jesus veio ao mundo, foi como se Deus estivesse
novamente dizendo “Haja luz”. Mas desta vez, Ele não estava criando luz em
escuridão física, mas criando luz em escuridão espiritual. O Senhor Jesus é
exatamente aquilo que precisamos para entender o caminho correto a seguir. Ele
é o único quem pode dissipar toda escuridão de pecado que há em nosso coração,
e nos guiar por um caminho seguro até Deus.
Nossa igreja se chama Igreja Batista Luz do Mundo
exatamente por este motivo: entendemos que só traremos esperança para o homem
ao apresentarmos Jesus Cristo, a Luz do Mundo. Nossa Igreja deseja andar na Luz
a apresentar esta Luz. Esta é a nossa missão. Se você também quiser andar na
Luz, junte-se a nós e venha celebrar a Cristo conosco.
Para que Ele cresça,
Pr Antônio Neto.
A Luz do Mundo
Postado por Antônio Neto até o momento Nenhum comentário
A primeira criação de Deus foi a luz. Em Gênesis 1:2 é
dito que no princípio a terra estava sem forma e vazia, e havia trevas sobre
ela. Então Deus disse “Haja luz” e houve luz. Ou seja, para superar as trevas,
Deus criou a luz.
Nós precisamos de luz para enxergar. Se não houver luz, e
ficarmos no escuro, não podemos enxergar coisa alguma. Por isso existe a luz,
para que possamos nos locomover, realizar nossas ações com liberdade, pois,
doutra forma, no escuro não seria possível.
Porém, a Bíblia ensina outro tipo de escuridão, a
escuridão espiritual. O homem, ao pecar contra Deus, é imerso em uma profunda
escuridão espiritual. Em Isaías 9:2 fala que todos nós vivemos em “profunda
escuridão”. Essas trevas espirituais se referem ao estado de afastamento que
todos estamos de Deus. O homem separado de Deus vive, portanto, em uma profunda escuridão
espiritual.
As Escrituras também nos dizem que essa escuridão é
refletida nas decisões e no caráter dos homens. As pessoas deste mundo aprovam
o homossexualismo, aplaudem a imoralidade, praticam a corrupção, o adultério, o
egoísmo. De fato, nós seres humanos vivemos em profundo distanciamento de Deus. As nossas decisões são tomadas com base em egoísmo, em justiça
própria, em orgulho, para satisfazer os nossos desejos. As palavras de Jesus,
em João 3:19, se aplicam perfeitamente a todos os homens: “E o
julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas que a
luz, porque as suas obras eram más.”
Todavia, da mesma forma que Deus criou a luz para acabar
com as trevas no início, Ele também providenciou uma luz para vencer as trevas
das nossas almas. Da mesma forma que precisamos de luz para não ficarmos no
escuro, Deus providenciou uma luz para acabar com as trevas dos nossos
corações. Isso está escrito em João 8:12:
“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do
mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.”
Quando Jesus veio ao mundo, foi como se Deus estivesse
novamente dizendo “Haja luz”. Mas desta vez, Ele não estava criando luz em
escuridão física, mas criando luz em escuridão espiritual. O Senhor Jesus é
exatamente aquilo que precisamos para entender o caminho correto a seguir. Ele
é o único quem pode dissipar toda escuridão de pecado que há em nosso coração,
e nos guiar por um caminho seguro até Deus.
Nossa igreja se chama Igreja Batista Luz do Mundo
exatamente por este motivo: entendemos que só traremos esperança para o homem
ao apresentarmos Jesus Cristo, a Luz do Mundo. Nossa Igreja deseja andar na Luz
a apresentar esta Luz. Esta é a nossa missão. Se você também quiser andar na
Luz, junte-se a nós e venha celebrar a Cristo conosco.
Para que Ele cresça,
Pr Antônio Neto.
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